Baseado em Romances Reais.

dezembro 21, 2008 at 6:48 am (Uncategorized) (, , )

Baseado em Romances Reais.

Olá. Não sei, simpatizei com este nome e necessito por ora treinar minha escrita. Queres ser uma cobaia? Ultimamente meus pensamentos todos têm saído dessa forma. Sofisticados, uh? Não acho. Simplesmente deixei fluir o que estava escondido há muito tempo, o que a minha mente capta dos inúmeros livros que leio. E quem foi o ser privado de conhecimento que disse que não existem bons escritores nacionais. Oh, minhas amargas lástimas para ele, pois sim, existem. Tanto existe como alguns deles são, inclusive, melhores do que tantos outros que viraram sucesso por tão pouco. São reconhecidos, e oh, na minha mais humilde e sincera opinião prefiro que continuem sendo por esses poucos. Odiaria eu ouvir uma frase de Machado de Assis, gênio da literatura brasileira, por exemplo, sair da boca de um desses modistas que existem aos montes hoje em dia. Mas minha opinião não conta, afinal odeio muitas coisas que nem ao menos sei explicar. O fato é que, todos os livros tem uma pitada de romance. E é sobre isso que vamos falar hoje, o que pensas? Devo ser eu fria demais, ou tão amarga para reprimir algumas dessas histórias do meu dia-a-dia, mas confessemos que algumas merecem até mesmo uma salva de palmas, ou apenas um humilde aplauso, vai de você não é mesmo? Eu, por mim mesma, devo confessar que me pego algumas vezes esboçando um sorriso torto quando lendo algo que me agrada, ou que reprimo uma risada quando noto algo a mais. Vezes critico, ora, pois para que servem as criticas se não fazer com que cresça seu autor? Nada, vos digo. Sinto-me lisonjeada por não fazer parte dos modistas de hoje em dia, e creio que não haja nome melhor para este quão estúpido grupo. Modistas defino-lhes o mais breve possível, pois afinal confesso que não sei definir pessoas – ou grupos, nesse caso. São aqueles, que acho que sempre iram existir, que seguem uma coisa porque está esta “na moda”. Daí o nome, modistas. Muitas vezes – e já conheci alguns – que nem ao menos gostam de tais coisas e as fazem para estarem por dentro, dentro da moda. Moda, para mim não é uma coisa fútil, muito pelo contrário, minha visão de moda é esplendida. Mas não essa moda que jogam para dentro das lojas do centro da cidade e que vendem aos montes como se você um mero algo. Isso não é moda, moda não é se vestir estilo surfistinha sendo que nunca sequer pegou uma onda, e só porque todas as suas amigas se vestem assim, por que não? Está na moda, ora. Mas voltemos aos romances, aos suspiros e aos beijos aquecidos em doces e frias manhãs de inverno. Desculpe-me, caro leitor, meus devaneios e comentários aleatórios. É aquela coisa de um assunto leva á outro e sabes que devo me distrair. Minha cabeça anda um pouco confusa ultimamente, pode ser que isso venha a acontecer muito ao decorrer deste. Agora, gostaria da resposta para esta pergunta: Romances, de onde vem? Ora, qual é à base de uma história que faz sucesso? Respondo-lhes: Um casal, um amor. Não sei se isso é só comigo – provavelmente, mas prefiro acreditar que não – mas romances para mim não acontecem tão facilmente. Deve ser pelo signo, a astrologia brincou demais comigo, ou simplesmente penso que devo demorar demais a me apegar com alguém. Isso não é um desabafo, mantenham essa idéia até o fim da narrativa. Tento comparar apenas um romance fictício e um real, puro, carne e osso e um pouco de sangue. Ora, aí está, mais um ingrediente. Quer melhor que este, para criar um romance. Traição, assassinato, toda esta mistura daria uma história fascinante, recém saída do forno, querem alguns biscoitos, uma xícara de chá talvez? Sentem-se, sintam-se a vontade. Algumas vezes é isto tão necessário a um romance. O que me incomoda é o fato como tratam romances. Histórias tão clichês, vidas. Sempre o tema de uma história é esta: Vida. Uma nova escola, novos companheiros no trabalho, sempre esse mesmo decorrer, mesmo começo, mesmo fim, que algumas vezes lhe dá sono de ler. Talvez não veja tal emoção nos romances por que sou uma individualista, egocêntrica. Ou talvez eu realmente não tenha sentido com tal intensidade este que chamam de amor. É uma linda palavra, soa bem aos ouvidos. Só não melhor que paixão, sangue, luxuria. Ora, ingredientes tão sedentos para um romance, prontos para serem usados em uma trama. Eu sinto que seriam bons componentes. Tudo o que precisamos é encontrar a sua essência, o seu por que, uma boa história necessitaria disso, não? Tenho idéias aleatórias a cada minuto, mas não sei aonde encaixá-las. Sempre são vagas, como uma frase ou uma idéia pequena surgida com base em algo maior. Nunca me aparece uma suficiente para criar uma trama, ou um romance, caso prefira. Sinto-me bem em escrever um romance, é eu me sinto. Pena que não possa viver um. Vez tenho vontade de pular dentro dos livros e viver isso, viver intensamente uma paixão sem limites, um amor envolvente algo que me deixe bem, mas aí acordo dos meus pensamentos, dou um salto e noto que são somente histórias, nada mais do que isso. E esta não é o meu verdadeiro desejo, é só algo raro e ofuscado. Talvez eu só viva de ar, só precise respirar e inspirar o dia todo. Comer já sei que machuca, embora não possa descartar esta uma. Vou aprendendo a cada dia que cada passo que eu dou tem certa importância. É a teoria do caos, “Quando uma borboleta bate as asas nos EUA pode estar causando um terremoto no Japão”. Todas as minhas ações terão resultado em um futuro próximo, e note que sempre estamos trabalhando em função a isso. Se vamos á escola é porque queremos boas notas, aprendizagem, passar num vestibular… Depois disso, conseguir um bom emprego, depois disso, uma boa aposentadoria. O que mais podemos querer? É algo tão relevante. Eu não sei, estou ficando confusa, e nesse exato momento vem surgindo mais uma breve idéia de romance.

Desta que vos escreve, 20 de Dezembro de 2008. Últimos minutos da noite, ou devo dizer madrugada?!

E quanto á imagem, é só um fetiche bobo pela lua, entendam.

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Palavras Vomitadas.

dezembro 1, 2008 at 6:38 pm (Uncategorized) (, )

“Meus olhos encheram-se de lagrimas, meu corpo estremeceu. Queria ler alguma coisa que me agradasse, mas não achei nada, pra variar. Esses autores de hoje em dia, tão banais. Ou seria culpa dos leitores com seu espírito não crítico? Não me importa muito, vez que o problema é comigo. Sentimentos, mas meu coração é de pedra. Tão inútil o que é o amor? Não me importo, sou incapaz. Tão mórbido. Pareço feliz? Eu não sou feliz, sweetie. Todas essas palavras vomitadas, elas não fazem o menor sentido. Não as ouço, as ouço. Elas não me fazem sentir. Preciso de ar, não consigo respirar. Se meu coração parasse de bater faria mais sentido. Sinta isso, grita! Eu preciso gritar. Alguém me tire daqui, simplesmente. Arranque-me, leve-me, reconstrua-me. Isto são apenas retalhos, o que você vê. Você é tão mais. Trate-me como um lixo, ponha-me num pedestal. O que eu quero? Sexo, drogas, rock’n'roll… O famoso clichê. Dê-me todas as suas drogas, e todo o seu veneno. Isso soa tão familiar. Não saberia reconhecer. Arrase comigo, não preciso disso. O que faço comigo mesma, não é suficiente? Isso é algo tão… E o que fazer, quando as palavras começarem a falhar? Todos os seus poemas, eu não me importo mais. Fotos, desenhos, esboços e milhões de folhas jogadas fora. Só quero silêncio, só quero barulho. Grite, zoneie, deixe isto tão insuportável que seria mais suportável. Não. Sim. O que são palavras? Disserte, converse, saia. Deixe. É tudo tão idiota e sem razão. Não entendo, continuo sem entender, começo a me importar. É algo como aquilo. Nostalgia, pessoas fúteis, banalizando o amor… O que é o amor? Meus olhos doem, deveria dizer adeus? Ou até logo? O que é mais fácil, o que é mais árduo. Tchau, não preciso de você, não preciso de companhia. Estou tão bem na minha escrotice, palavras vomitadas.

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